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Sopro

  • Foto do escritor: Judith
    Judith
  • 14 de abr. de 2024
  • 1 min de leitura

Atualizado: 4 de mai. de 2024





E eis que quando me acho feliz,

ou pelo menos aberta à felicidade,

sinto o pulsar desta melancolia subtil

que me tem acompanhado pela vida.


Ela permeia todas as minhas vivências, das mais alegres às mais sombrias.


Tenho tanta dor em mim que não sei de onde ou porque vem,

tanta mágoa colada ao corpo e à alma

que entre eu e o mundo há uma bolha e um muro transparente

que intermedeia toda a minha experiência com o exterior.


Carrego uma rolha no peito, todos os dias,sempre presente.

Consigo viver melhor em abstração

porque se paro e presto atenção,

lá está ela, sempre deligente

tão somente aliviada por inspirações profundas e efémeros momentos de alegria.


Quero gritar, e gritar e gritar e gritar para ver se algo se quebra, se compõe ou se alivia.


Se eu tivesse que morrer hoje,

gritaria, gritaria, gritaria.





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